quarta-feira, 13 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
“É só mais uma área da empresa”
Triste, mas é assim que alguns
líderes enxergam a comunicação interna: apenas um departamento da organização e
não uma competência a ser desenvolvida.
O problema é que ao tratar a
comunicação com este desprezo todo, além de não valorizar o trabalho realizado
pelos profissionais da área, o líder não desenvolve habilidades importantes e
não se envolve com os projetos.
É importante que o presidente e
diretores reconheçam o papel estratégico da comunicação interna dentro das
empresas, mas nem sempre é simples fazê-los entender como ela funciona. Geralmente
Muitas vezes adquirir skills de comunicação para com os funcionários não está
na lista de prioridades dos líderes e, por isso, é preciso sair do lugar comum
para abordá-los e engajá-los de forma adequada nas atividades comunicacionais.
Qual tática você considera mais eficiente para realizar este
trabalho?
[ ] Basicão:
treinamentos tradicionais para toda a liderança.
[ ] Água mole em pedra
dura: processo de convencimento no dia-a-dia de trabalho junto à liderança.
[ ] Tratamento de
choque: mostrar para a liderança casos de crise enfrentados por não
valorizar a comunicação e como isso afeta seus negócios.
![]() |
| Fonte |
É
importante lembrar que não existe apenas um perfil de líder e muito menos uma
estratégia única para que a comunicação ganhe espaço entre os tomadores de
decisão e, por isso, nenhuma destas opções deve ser colocada em prática
sozinha.
Combine as atitudes que julgar
mais pertinentes para a organização e liderança, bem como para as atividades de
comunicação realizadas. Quem sabe o líder não merece um puxãozinho de orelha,
né?
terça-feira, 5 de junho de 2012
Eu os declaro Líder e Comunicação
“Telefone sem fio” é aquele
jogo em que um grupo de pessoas se reúne e uma delas passa uma informação para a
pessoa ao lado, falando bem baixinho, no ouvido. Em seguida, a mesma frase é
repassada ao colega seguinte e assim sucessivamente, até chegar ao último.
Esse, por sua vez, fala em alto e bom tom o que escutou e entendeu. Em
raríssimas partidas houve consenso entre a informação inicial e a final. Na
maioria das vezes, no meio do percurso, há distorções na frase dita no início
da brincadeira.
Tratando assim, isso pode parecer irrelevante para grandes
líderes executivos ou até mesmo comunicadores, por se tratar de um momento de
descontração entre amigos. No entanto, situações similares ocorrem no dia
a dia das empresas, ou seja, os ruídos, rumores e fofocas que correm soltos
pelos corredores da organização, dando credibilidade à tão conhecida
"rádio peão". Trabalhar o fluxo de informações no ambiente de
trabalho é extremamente necessário para a obtenção de sucesso na gestão de
empresas.
Abaixo seguem algumas sugestões encontradas no site RH.com, fornecidas
por Patrícia Bispo, jornalista renomada, para as empresas não tornarem-se uma
Torre de Babel, onde cada colaborador fala uma linguagem diferente.
1 - A comunicação interna tem um forte aliado: a
liderança. Isso porque cabe ao gestor ser o agente disseminador das informações
oficiais da empresa, evitando que rumores ou fofocas ganhem espaço.
2 - Para que a equipe mantenha-se informada sobre o
que envolve assuntos relacionados à empresa e às suas atividades laborais, a
realização de reuniões periódicas torna-se um recurso valioso.
3 - Ao promover os encontros com a equipe, o gestor
deve preparar uma pauta para não se esquecer de abordar algum assunto relevante
aos seus subordinados. Mesmo que tenha uma "mente de elefante", em
algum momento a liderança pode deixar de mencionar um fato importante e que não
pode ser deixado para depois.
4 - Se no decorrer da semana, alguma informação
importante deve ser repassada aos colaboradores, o gestor não deve esperar. É
aconselhável que se faça uma reunião "extra". Isso pode evitar, por
exemplo, que um rumor sobre demissão em massa tome proporções que fertilizem a
imaginação das pessoas e as deixem preocupadas.
5 - Lembre-se que comunicação pede um fluxo de
informações. Ou seja, não é suficiente apenas repassar um dado, um
acontecimento. É preciso abrir espaço para que os funcionários possam tirar
dúvidas e apresentar sugestões. Afinal, eles fazem parte da organização e como
tal, merecem o direito serem ouvidos.
6 - Durante a reunião com a equipe, é interessante
que as informações mais relevantes sejam anotadas e, posteriormente,
registradas. Essa "Ata" poderá ser distribuída no mural do
departamento ou através do e-mail corporativo. Caso algum funcionário não tenha
comparecido ao encontro, ele também ficará ciente do que foi mencionado,
debatido ou analisado na sua ausência.
7 - Caso alguma questão seja apresentada por um
colaborador e o gestor não tenha a resposta exata naquele momento, deve-se
averiguar e dar um feedback não apenas a quem fez a pergunta, mas também aos
demais profissionais.
8 - Mantenha-se disposto a dar mais informações aos
membros de sua equipe. Algumas pessoas podem ficar inibidas para apresentar
dúvidas, fazer questionamentos diante dos colegas.
9 - Se um membro da sua equipe procurá-lo para tirar
alguma dúvida ou mesmo quiser conversar sobre alguma "novidade" que
circula pelos corredores da empresa, não hesite em ouvi-lo. Mesmo que naquele
momento a liderança esteja resolvendo algum assunto que não pode
"esperar", deve-se pedir ao colaborador que volte em algum outro
horário. Mas, nunca se deve mostrar ar de desdém, pelo contrário. Pois se isso
ocorrer, dificilmente aquela pessoa recorrerá novamente à sua liderança.
10 - Quando a organização oferece canais de
comunicação formais como impressos, e-mail corporativo ou intranet, por
exemplo, a liderança deve aproveitar esses recursos e estimular que os membros
da sua equipe leiam o conteúdo divulgado. Essa é uma forma de disseminar
informações com total credibilidade.
domingo, 3 de junho de 2012
Com um pé no além
Aqui no
blog já conversamos sobre cascade, empowerment, feedback e outros
termos em inglês que usamos muito no dia a
dia das organizações, e hoje vamos falar de mais
um. Você sabe o que é Ghost Writer?
Na tradução literal, Ghost writer é um escritor fantasma, mas na
prática não se trata de nada do outro mundo! Essa é uma expressão usada para designar um
profissional especialista em prestar serviços de redação à pessoas que, por algum
motivo, não podem escrever. Então, basicamente, um Ghost
writer é alguém que escreve textos gramaticalmente perfeitos e feitos
"sob medida" para algumas pessoas específicas - são livros, artigos para web ou revistas, colunas para
jornais, teses, discursos, palestras, e tudo o que você possa imaginar em matéria de textos! - e não toma nenhum crédito por eles.
Essa
profissão é reconhecida em alguns países, como por exemplo no Canadá e até nos EUA (onde há uma categoria especial dedicada aos escritores de
discursos, os chamados speechwriters) mas o fato é que esses profissionais estão espalhados pelo mundo todo.
E sabe
onde é que existem muitos deles? Na
comunicação da liderança.
É comum que o líder não possa escrever seus
discursos ou os textos do seu blog por falta de habilidade ou, na maioria das
vezes, de tempo. E é aí que entra um Ghost
writer, que de modo bastante reservado, transforma idéias em escritos claros, coerentes, agradáveis e que imprimam a personalidade do líder.
O blog
Com. Liderança teve a honra de conversar
com um deles, colaborador de uma grande empresa presente em cinco países da América Latina, mas, como a
discrição é alma do negócio, optamos por não revelar nomes. Confira a entrevista abaixo:
Com.
Liderança: Quais são as suas atividades no dia a dia?
Ghost Writer: Na empresa onde trabalho, quem escreve o blog do Presidente e os
seus discursos não é ele. E não é por preguiça ou por descaso, não. Ele é o presidente de uma
multinacional, sua agenda é ocupadíssima. Então quem escreve sou eu.
CL: Mas
se foi você quem escreveu, como alguém pode acreditar que a autoria é de outra pessoa?
GW: É muito importante reconhecer o "jeito" da pessoa,
tornar o discurso real, verossímil, para que seja
convincente.
CL: Você não acha que isso pode beirar a
tênue linha do anti-ético?
GW: Para
alguns, sim. Mas eu não considero errado. De que
adianta se o presidente falar e ninguém entender? Eu sou
especialista nisso, estudei muitos anos. Minha função é fazer com que ele seja
entendido, com que a mensagem chegue. É como uma consultoria, uma
"ajuda". Ele sabe o que ele quer dizer, e eu sei os trâmites para que isso chegue até os funcionários de maneira mais efetiva. Além do mais, essa atividade é tão comum... Pessoas como o presidente Kennedy, Hillary
Clinton e George Lucas já contrataram os serviços de Ghost Writers.
CL: Então os assuntos que são abordados é ele quem escolhe?
GW: Sim.
O ideal é que o presidente esteja
bastante envolvido. É claro que isso nem sempre
acontece, mas no caso da empresa onde trabalho é assim. Se ele quer falar de
uma experiência pessoal, ele me conta e a
partir daí eu escrevo. Depois ele aprova,
faz modificações quando é preciso. Ele pode não ter o tempo para sentar e
escrever, se preocupar com cada palavra como eu me preocupo, mas tem que ler o
que é postado, saber do que estamos
conversando com os funcionários. Ele lê todos os comentários também, mas acredito que isso seja parte da nossa cultura de
aproximação. Ele é bastante conhecido por isso, por essa proximidade que tem
com os seus colaboradores. E nem todos os presidentes são assim, na verdade isso é bastante difícil.
CW: Você também escreve os discursos?
GW: Sim.
No calor do momento, dizemos muitas coisas desnecessárias e esquecemos coisas importantes também. Pode ser a emoção, o nervosismo... Você nunca saiu de uma entrevista e pensou "Caramba,
esqueci de dizer isso!" ou "Ah! Devia ter falado aquilo"? É muito comum. Eu sei o que é relevante, e se escrevo me
certifico de que aquilo não será esquecido.
Nem
sempre o presidente lê tudo. Já cheguei até a fazer tópicos, em bullets mesmo, sabe? Para ele falar como
quisesse. E outras vezes eu já cheguei a mandar o discurso
para ele aprovar, mudar o que achasse necessário e depois ler inteiro, vírgula por vírgula, como estava no papel.
Depende muito da ocasião.
CL: E
supondo que o discurso seja um sucesso, ou que o blog dê muito certo e que todos comentem como ele é bom, simpático, admirado, comunicativo.
Como você reage ou reagiria a isso,
sabendo que quem escreveu foi você?
GW: Eu só não reagiria bem se desse
errado, porque isso significaria que não estou fazendo o meu trabalho
direito (risos). Nem sempre o presidente é conhecedor e domina a
Comunicação, e como ele carrega a imagem
da empresa de maneira tão forte, não é errado que ele tenha uma
ajuda. Nesse caso a ajuda sou eu, e se os resultados disso são positivos, o sucesso é de todos: os funcionários sentem essa proximidade e respeito, o líder tem suas mensagens absorvidas e eu, que tenho a prova
de que o trabalho não é à toa.
CW: Da
maneira como você fala, tudo soa tão positivo. Existe algum lado ruim nessa atividade? Quais são as maiores dificuldades de um Ghost writer?
GW: Acho
que a maior dificuldade é ter um portfólio (risos).
Assinar:
Postagens (Atom)





