quarta-feira, 13 de junho de 2012

QUAL O PERFIL DE LÍDER QUE VOCÊ BUSCA PARA SUA EMPRESA?


Durante muito tempo, a gestão dos líderes nas organizações era vista como um caminho a ser percorrido de maneira solitária e o segredo para alcançar o sucesso era ter uma postura individualista. Normalmente os afazeres mais importantes eram concentrados em uma única pessoa, como se ela fosse a ‘estrela central da empresa’, geralmente apelidada de Líder Sol, ou seja, o único com espaço para brilhar e receber méritos pelos resultados alcançados. Bom... Isso já está mais do que ultrapassado! Ao assumir essa postura, o profissional corre grande risco de ter uma trajetória sofrida e sem a produtividade necessária. Tais fatores fizeram as empresas mudar e passar a aderir a novas práticas de trabalho em equipe e gestão.
Atualmente as organizações querem pessoas com o perfil de um Líder Constelação, que é alguém que pode oferecer a oportunidade para que todos da equipe brilhem e se sintam realizados dentro do ambiente de trabalho. Quando assume o cargo, faz mais do que ajudar na gestão, convida todos ao seu redor a crescerem junto com ele. Tal atitude faz com que o colaborador veja a sua real importância dentro da organização e haja de maneira alinhada aos princípios organizacionais da empresa. Portanto o papel do que está no topo não é ser o único responsável pelos resultados e sim identificar as qualidades de cada um de sua equipe para assim, direcionar as tarefas de acordo com o perfil de cada um.
Apesar de tais características o líder precisa ser um gerador de resultados, ser uma figura agregadora e estar de olhos abertos ao ambiente para conseguir alcançar os objetivos desejados. Mais do que delinear as metas, é preciso fazer uma análise dos cenários em que a organização está e propor a todos que trabalhem buscando resultados dentro da realidade.
Queremos reforçar também que há uma grande diferença entre autoridade e poder! O autoritário é o líder que recebe da organização a permissão para mandar nos colaboradores, muitas vezes essa situação mexe com o ego e a vaidade das pessoas. Enquanto o poder nasce pelo reconhecimento do trabalho feito e são os gestos de simplicidade que o comprovam.
Logo reforçamos o que queremos passar desde o primeiro post: mais do que um cargo, a liderança precisa ser vista de uma maneira mais ampla e deve ser desempenhada dia após dia. Dessa maneira, o líder conseguirá alcançar os resultados por meio de decisões tomadas com o pensamento no coletivo e não somente em benefício próprio.



sábado, 9 de junho de 2012

“É só mais uma área da empresa”


Triste, mas é assim que alguns líderes enxergam a comunicação interna: apenas um departamento da organização e não uma competência a ser desenvolvida.

O problema é que ao tratar a comunicação com este desprezo todo, além de não valorizar o trabalho realizado pelos profissionais da área, o líder não desenvolve habilidades importantes e não se envolve com os projetos.

É importante que o presidente e diretores reconheçam o papel estratégico da comunicação interna dentro das empresas, mas nem sempre é simples fazê-los entender como ela funciona. Geralmente Muitas vezes adquirir skills de comunicação para com os funcionários não está na lista de prioridades dos líderes e, por isso, é preciso sair do lugar comum para abordá-los e engajá-los de forma adequada nas atividades comunicacionais.

Qual tática você considera mais eficiente para realizar este trabalho?

[ ] Basicão: treinamentos tradicionais para toda a liderança.
[ ] Água mole em pedra dura: processo de convencimento no dia-a-dia de trabalho junto à liderança.
[ ] Tratamento de choque: mostrar para a liderança casos de crise enfrentados por não valorizar a comunicação e como isso afeta seus negócios.

Fonte

É importante lembrar que não existe apenas um perfil de líder e muito menos uma estratégia única para que a comunicação ganhe espaço entre os tomadores de decisão e, por isso, nenhuma destas opções deve ser colocada em prática sozinha.

Combine as atitudes que julgar mais pertinentes para a organização e liderança, bem como para as atividades de comunicação realizadas. Quem sabe o líder não merece um puxãozinho de orelha, né? 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu os declaro Líder e Comunicação


Telefone sem fio” é aquele jogo em que um grupo de pessoas se reúne e uma delas passa uma informação para a pessoa ao lado, falando bem baixinho, no ouvido. Em seguida, a mesma frase é repassada ao colega seguinte e assim sucessivamente, até chegar ao último. Esse, por sua vez, fala em alto e bom tom o que escutou e entendeu. Em raríssimas partidas houve consenso entre a informação inicial e a final. Na maioria das vezes, no meio do percurso, há distorções na frase dita no início da brincadeira.
       
  Tratando assim, isso pode parecer irrelevante para grandes líderes executivos ou até mesmo comunicadores, por se tratar de um momento de descontração entre amigos. No entanto, situações similares ocorrem no dia a dia das empresas, ou seja, os ruídos, rumores e fofocas que correm soltos pelos corredores da organização, dando credibilidade à tão conhecida "rádio peão". Trabalhar o fluxo de informações no ambiente de trabalho é extremamente necessário para a obtenção de sucesso na gestão de empresas.
        

Abaixo seguem algumas sugestões encontradas no site RH.com, fornecidas por Patrícia Bispo, jornalista renomada, para as empresas não tornarem-se uma Torre de Babel, onde cada colaborador fala uma linguagem diferente.

1 - A comunicação interna tem um forte aliado: a liderança. Isso porque cabe ao gestor ser o agente disseminador das informações oficiais da empresa, evitando que rumores ou fofocas ganhem espaço.
2 - Para que a equipe mantenha-se informada sobre o que envolve assuntos relacionados à empresa e às suas atividades laborais, a realização de reuniões periódicas torna-se um recurso valioso.
3 - Ao promover os encontros com a equipe, o gestor deve preparar uma pauta para não se esquecer de abordar algum assunto relevante aos seus subordinados. Mesmo que tenha uma "mente de elefante", em algum momento a liderança pode deixar de mencionar um fato importante e que não pode ser deixado para depois.
4 - Se no decorrer da semana, alguma informação importante deve ser repassada aos colaboradores, o gestor não deve esperar. É aconselhável que se faça uma reunião "extra". Isso pode evitar, por exemplo, que um rumor sobre demissão em massa tome proporções que fertilizem a imaginação das pessoas e as deixem preocupadas.
5 - Lembre-se que comunicação pede um fluxo de informações. Ou seja, não é suficiente apenas repassar um dado, um acontecimento. É preciso abrir espaço para que os funcionários possam tirar dúvidas e apresentar sugestões. Afinal, eles fazem parte da organização e como tal, merecem o direito serem ouvidos.
6 - Durante a reunião com a equipe, é interessante que as informações mais relevantes sejam anotadas e, posteriormente, registradas. Essa "Ata" poderá ser distribuída no mural do departamento ou através do e-mail corporativo. Caso algum funcionário não tenha comparecido ao encontro, ele também ficará ciente do que foi mencionado, debatido ou analisado na sua ausência.
7 - Caso alguma questão seja apresentada por um colaborador e o gestor não tenha a resposta exata naquele momento, deve-se averiguar e dar um feedback não apenas a quem fez a pergunta, mas também aos demais profissionais.
8 - Mantenha-se disposto a dar mais informações aos membros de sua equipe. Algumas pessoas podem ficar inibidas para apresentar dúvidas, fazer questionamentos diante dos colegas.
9 - Se um membro da sua equipe procurá-lo para tirar alguma dúvida ou mesmo quiser conversar sobre alguma "novidade" que circula pelos corredores da empresa, não hesite em ouvi-lo. Mesmo que naquele momento a liderança esteja resolvendo algum assunto que não pode "esperar", deve-se pedir ao colaborador que volte em algum outro horário. Mas, nunca se deve mostrar ar de desdém, pelo contrário. Pois se isso ocorrer, dificilmente aquela pessoa recorrerá novamente à sua liderança.
10 - Quando a organização oferece canais de comunicação formais como impressos, e-mail corporativo ou intranet, por exemplo, a liderança deve aproveitar esses recursos e estimular que os membros da sua equipe leiam o conteúdo divulgado. Essa é uma forma de disseminar informações com total credibilidade.

domingo, 3 de junho de 2012

Com um pé no além


Aqui no blog já conversamos sobre cascade, empowerment, feedback e outros termos em inglês que usamos muito no dia a dia das organizações, e hoje vamos falar de mais um. Você sabe o que é Ghost Writer?

Na tradução literal, Ghost writer é um escritor fantasma, mas na prática não se trata de nada do outro mundo! Essa é uma expressão usada para designar um profissional especialista em prestar serviços de redação à pessoas que, por algum motivo, não podem escrever. Então, basicamente, um Ghost writer é alguém que escreve textos gramaticalmente perfeitos e feitos "sob medida" para algumas pessoas específicas - são livros, artigos para web ou revistas, colunas para jornais, teses, discursos, palestras, e tudo o que você possa imaginar em matéria de textos! - e não toma nenhum crédito por eles.

Essa profissão é reconhecida em alguns países, como por exemplo no Canadá e até nos EUA (onde há uma categoria especial dedicada aos escritores de discursos, os chamados speechwriters) mas o fato é que esses profissionais estão espalhados pelo mundo todo.
E sabe onde é que existem muitos deles? Na comunicação da liderança.

É comum que o líder não possa escrever seus discursos ou os textos do seu blog por falta de habilidade ou, na maioria das vezes, de tempo. E é aí que entra um Ghost writer, que de modo bastante reservado, transforma idéias em escritos claros, coerentes, agradáveis e que imprimam a personalidade do líder.
O blog Com. Liderança teve a honra de conversar com um deles, colaborador de uma grande empresa presente em cinco países da América Latina, mas, como a discrição é alma do negócio, optamos por não revelar nomes. Confira a entrevista abaixo:

Com. Liderança: Quais são as suas atividades no dia a dia?
Ghost Writer: Na empresa onde trabalho, quem escreve o blog do Presidente e os seus discursos não é ele. E não é por preguiça ou por descaso, não. Ele é o presidente de uma multinacional, sua agenda é ocupadíssima. Então quem escreve sou eu.

CL: Mas se foi você quem escreveu, como alguém pode acreditar que a autoria é de outra pessoa?
GW: É muito importante reconhecer o "jeito" da pessoa, tornar o discurso real, verossímil, para que seja convincente.

CL: Você não acha que isso pode beirar a tênue linha do anti-ético?
GW: Para alguns, sim. Mas eu não considero errado. De que adianta se o presidente falar e ninguém entender? Eu sou especialista nisso, estudei muitos anos. Minha função é fazer com que ele seja entendido, com que a mensagem chegue. É como uma consultoria, uma "ajuda". Ele sabe o que ele quer dizer, e eu sei os trâmites para que isso chegue até os funcionários de maneira mais efetiva. Além do mais, essa atividade é tão comum... Pessoas como o presidente Kennedy, Hillary Clinton e George Lucas já contrataram os serviços de Ghost Writers.

CL: Então os assuntos que são abordados é ele quem escolhe?
GW: Sim. O ideal é que o presidente esteja bastante envolvido. É claro que isso nem sempre acontece, mas no caso da empresa onde trabalho é assim. Se ele quer falar de uma experiência pessoal, ele me conta e a partir daí eu escrevo. Depois ele aprova, faz modificações quando é preciso. Ele pode não ter o tempo para sentar e escrever, se preocupar com cada palavra como eu me preocupo, mas tem que ler o que é postado, saber do que estamos conversando com os funcionários. Ele lê todos os comentários também, mas acredito que isso seja parte da nossa cultura de aproximação. Ele é bastante conhecido por isso, por essa proximidade que tem com os seus colaboradores. E nem todos os presidentes são assim, na verdade isso é bastante difícil.

CW: Você também escreve os discursos?
GW: Sim. No calor do momento, dizemos muitas coisas desnecessárias e esquecemos coisas importantes também. Pode ser a emoção, o nervosismo... Você nunca saiu de uma entrevista e pensou "Caramba, esqueci de dizer isso!" ou "Ah! Devia ter falado aquilo"? É muito comum. Eu sei o que é relevante, e se escrevo me certifico de que aquilo não será esquecido.
Nem sempre o presidente lê tudo. Já cheguei até a fazer tópicos, em bullets mesmo, sabe? Para ele falar como quisesse. E outras vezes eu já cheguei a mandar o discurso para ele aprovar, mudar o que achasse necessário e depois ler inteiro, vírgula por vírgula, como estava no papel. Depende muito da ocasião.

CL: E supondo que o discurso seja um sucesso, ou que o blog dê muito certo e que todos comentem como ele é bom, simpático, admirado, comunicativo. Como você reage ou reagiria a isso, sabendo que quem escreveu foi você?
GW: Eu só não reagiria bem se desse errado, porque isso significaria que não estou fazendo o meu trabalho direito (risos). Nem sempre o presidente é conhecedor e domina a Comunicação, e como ele carrega a imagem da empresa de maneira tão forte, não é errado que ele tenha uma ajuda. Nesse caso a ajuda sou eu, e se os resultados disso são positivos, o sucesso é de todos: os funcionários sentem essa proximidade e respeito, o líder tem suas mensagens absorvidas e eu, que tenho a prova de que o trabalho não é à toa.

CW: Da maneira como você fala, tudo soa tão positivo. Existe algum lado ruim nessa atividade? Quais são as maiores dificuldades de um Ghost writer?
GW: Acho que a maior dificuldade é ter um portfólio (risos).