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domingo, 12 de agosto de 2012

Gestos também falam


O feedback é, como foi dito anteriormente, uma ferramenta essencial para um líder. Quando feito de maneira correta é a percepção do líder de uma ação ou conjunto delas realizada pelo colaborador.
                Existem dicas básicas para dar um bom feedback. Respeito mútuo entre os envolvidos, escolha correta de palavras, cuidado para não tornar o assunto pessoal e ter em mente que a critica ou elogio é feito para a pessoa, e nunca à pessoa; avaliam-se atitudes e comportamentos, e não personalidade ou afinidade com o colaborador.

                Além disso, existe um aspecto do feedback que muitos líderes não levam em consideração, a linguagem corporal.  De acordo com pesquisas, o impacto da mensagem sobre o ouvinte está relacionado da seguinte forma:
07% - Palavras (o que fala)
38% - Tom de voz, inflexão (como fala)
55% - Corpo, olhos, mãos, pernas, face (expressão e gestos)

Portanto, é essencial que o líder tenha controle sobre sua expressão corporal para passar a mensagem da maneira mais adequada.
Contato visual é uma parte muito importante, ao manter o contato visual a pessoa mostra que está segura de si e não está envergonhada ou em dúvida sobre o que está dizendo.  Um aperto de mão firme em que a palma da mão está de lado, em contato com a palma da mão do outro sugere respeito e igualdade. Apontar um dedo mostra a afirmação de autoridade. Em geral gestos abertos demonstram confiança. Essas e muitas outras interpretações de gestos e posições podem ser encontradas aqui. 
O que podemos concluir é que prestando atenção a pequenos gestos o líder pode se colocar de uma maneira mais agradável e que será mais bem recebida, além de poder “ler” o colaborador e responder ou adequar a mensagem para que o feedback seja dado da melhor maneira possível.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Feedback com hora marcada


Ao realizarmos uma busca simples na internet pelo termo “feedback” encontramos com mais facilidade o conceito usado em administração, que o explica como “o procedimento que consiste no provimento de informação a uma pessoa sobre o desempenho, conduta, ou ação executada por esta, objetivando reorientar ou estimular comportamentos futuros mais adequados”. 

A explicação continua válida ao pensarmos no universo da Comunicação Interna, onde o ideal é que funcionários recebam feedbacks constantes sobre seu trabalho, para que possam aperfeiçoá-lo ao longo do tempo, de acordo com o que os líderes dizem a respeito dele. Ainda assim, deve haver um feedback formal de tempos em tempos, para que os funcionários tenham um momento destinado à discussão e avaliação de seu desempenho e planos para o futuro dentro da organização.

Este trabalho deve prever uma parceria dos líderes com a Comunicação Interna e o RH. Este último deve reconhecer que possui extrema importância no processo e realmente exercer a função de parceiro, já que o feedback pode fornecer informações para possíveis promoções, reorganizações internas e insights para mudanças no salário e contratações, já que estas não são atribuições da equipe de comunicação.

A avaliação de performance dos funcionários envolve diretamente a liderança, responsável por transmitir um “retorno” sobre o trabalho dos liderados. Assim, o trabalho requer habilidade por parte dos gestores, para que conversem de forma adequada com os colaboradores sobre o tema e falem sobre plano de carreira, precisando assim do apoio da equipe de comunicação.

  • Um dos pontos mais básicos, porém ainda esquecido em muitos ambientes, é de que o momento de feedback não deve ser crítico ou agressivo, mas sim uma oportunidade para reflexão e crescimento.
Fonte: Marketing Blog


Os líderes devem ser treinados para que o feedback formal funcione como fator motivador para os funcionários, avaliando pontos fortes e pontos a serem desenvolvidos, bem como contribuições quantitativas e qualitativas e metas para o próximo período.
Este pode ser um momento também para identificar oportunidades de mudanças e de cursos recomendados para grupos de colaboradores interessados em um determinado assunto, para entender o que pensam sobre sua gestão e como melhorar – recebendo feedback “de baixo para cima” também.
Feedback não deve ser tratado levianamente pelos líderes das organizações, mas sim de forma estratégica para o crescimento de todos. E você? Já reservou uma sala para dar ou receber feedback? 


domingo, 1 de abril de 2012

Que tal, como estou?


Já dizia Maslow que o desejo por reconhecimento é inerente ao homem. Toda criança que passa no mínimo 30 minutos com um giz de cera sobre uma folha de papel jamais jogará sua arte fora após terminá-la. Ela carrega o feito consigo até poder exibi-lo para uma figura de liderança – não basta ser o coleguinha – tem que ser alguém que tenha mais experiência em desenhar do que ela própria, o irmão mais velho até pode satisfazer, mas ela anseia mesmo é pela figura do pai ou professor abaixando-se até a altura de seus olhos, segurando o desenho com as duas mãos, parabenizando por aquele feito e a desafiando para um próximo.

Ansiamos por feedbacks antes mesmo de saber o que eles significam. A tendência é esse desejo acentuar-se ao longo dos anos, pois passamos a depender dele não apenas pelo reconhecimento. Na vida profissional, saber do líder como estamos indo, torna-se indispensável para nosso planejamento, autocorreção, motivação e consequentemente produtividade. 

A maturidade nos rouba parte da sinceridade, mas, se pudéssemos, exigiríamos como quando fazíamos com um rabisco na mão: “Ei líder, pare o que está fazendo, olhe para mim, elogie o que está certo, diga o que está errado, me ensine como melhorar, faça com que eu sinta que estamos juntos nisso, me desafie a um trabalho maior e, principalmente, faça tudo isso olhando nos meus olhos e falando uma linguagem que eu entenda”.

No contexto corporativo, conceitos tão simples adquirem os mais variados termos: feedback, empowerment, engajamento, delegação, harmonização de interesses, adequação da linguagem, enfim, nada mais são do que adaptações trazidas pela vida adulta para uma necessidade que nasce conosco. As Relações Públicas, tendo como objeto de estudo o relacionamento entre os públicos, nos capacita a atuar na maioria dessas esferas. Quando se diz respeito a feedback é importante lembrar da relevância do RH e consequentemente da psicologia ou administração liderando esse processo, mas, sem dúvida, as formas mais adequadas desse feedback chegar aos mais diferenciados públicos tangenciam as competências de CI.

Nesse sentido, cabe às organizações unir seus esforços e áreas competentes para adaptar-se a tais exigências e necessidades. Recentemente, fui impactada em diversos níveis por um processo vertical de divulgação de resultados em uma grande empresa de bens de consumo. Tratava-se de uma comunicação, na qual o CEO da companhia abordava de maneira simples e direta, temas como resultados individuais dos times, desafios superados e metas futuras. Vários cuidados foram tomados para alcançar os ótimos resultados conquistados. Já que não era possível, colocar o CEO para olhar nos olhos de milhares de funcionários, tal como um pai, a solução foi abandonar a impessoalidade do e-mail corporativo e eleger um vídeo como o canal do comunicado. Conforme revela a mensuração da ação, ela foi bastante efetiva ao parabenizar os funcionários pelos resultados alcançados ao mesmo tempo em que os engajava a buscar mais efetividade para o próximo trimestre. De forma sucinta – 6 minutos – o gestor pôde descrever o caminho que a empresa estava tomando, demonstrar que se tratava de um caminho seguro, agradecer pela responsabilidade que todos tiveram nesse processo e assim, orientar os funcionários a continuarem e/ou melhorarem esse ritmo de produtividade.



*Depoimentos reais retirados da mensuração da ação




Mesmo pequenos detalhes como o esforço de causar identificação entre a figura do líder e dos funcionários foram notados. Não só a linguagem colaborou nesse sentido, mas a proximidade possibilitada pelo veículo escolhido também.


 Dessa maneira, esse case atingiu com êxito seu objetivo macro: gerar em grande parte dos impactados a “dor de dono”, ou sua variação, “orgulho de dono”, uma das premissas da organização.




Acrescenta-se que comunicações como essa, não trazem apenas os benefícios já citados como também contribuem para um sentimento de familiaridade, pertencimento, transparência e confiança. Vantagens essas das quais a comunicação interna pode valer-se em muitas outras ocasiões. Isto é, comunicar e comemorar bons resultados cria condições favoráveis para divulgar também os resultados desfavoráveis quando isso for necessário. Afinal, nem sempre nosso desenho fica bonito... E lá vem o pai precisar fazer um papel chato. Mas isto já é assunto para um próximo post!